É, “a mother always knows”. Sei que está certa, mais uma vez, em suas palavras.
2011 foi um turbilhão. Veio aos poucos, bateu forte, bagunçou e foi embora. Não foi minha escolha, mas hoje vejo que foi meu erro. E dou graças a Deus que errei. Errei para poder enxergar que já vinha errando há um tempo, errando nas pessoas, errando nas escolhas, errando nas vibrações. Errei para corrigir meus erros, acertar minhas contas.
Aquele ano deixou vestígios, eu sei. Não estou mais a pessoa que eu era, ainda bem, mas me perdi bastante no caminho. Não. Rewind. Me escondi no caminho. Pois eu sei, você sabe - quem me conhece sabe -. Eu sou aquela garota forte, decidida, confiante - em mim mesma e nos outros, na vida -, positiva. Muitas vezes irritante, ou arrogante, mas mais que isso, obstinada. Sei bem o que quero, nem sempre o que fazer para conseguir. Mas sei como tentar, não tenho medo de tentar.
Não estou essa garota, mas eu sou. Ela está aqui, adormecida, traumatizada, testando a água para finalmente se jogar de cabeça. De corpo e alma.
Senti as águas, elas são frias. Mas as pessoas também são. E lidei com elas a vida toda, e sei como é quando elas conseguem te afetar. Mas sei também, que não sou assim. Não tenho cabeça fria e nem sangue de barata. Meu sangue ferve, minhas vontades também. E quando eu decido, incendeio.
Não conheço a profundidade, mas conheci a minha. Mergulhei em mim mesma, me afoguei ao me descobrir. Não tenho medo. De superficial, rasos, bastam os outros. Sei que vou bem mais fundo, e tenho fôlego para isso.
Então esperar para quê? Sei tudo que poderia saber, o resto é desconhecido. É incontrolável. Então fecho os olhos, me aproximo da borda… E vou fundo, vou com tudo.
